Sempre em aulas referentes a planejamento e avaliação de softwares para bibliotecas, enfatizo a ausência de modelos conceituais para desenvolvimento de aplicações voltadas a biblioteconomia. Já pesquisei algumas vezes sobre isto, no intuito de encontrar algum design pathern, por exemplo, de um Sistema de Gerenciamento de Bibliotecas, mas nunca obtive sucesso. Já pensei em iniciar um projeto de uma ontologia que especificasse os requisitos para automação de bibliotecas que contemplasse Sistemas de Gerenciamento de Bibliotecas e ferramentas para Bibliotecas/Repositórios Digitais, uma espécie de framework que modelasse os conceitos relevantes para área, artefato muito útil na engenharia de software baseada na reutilização. Algumas iniciativas, como FRBR, é algo que se aproxima desta minha proposta, todavia é restrito a registros bibliográficos e baseado no modelo entidade-relacionamento. Encontrei recentemente O Modelo de Referência Conceitual (Conceptual Reference Model) do CIDOC (International Council of Museums). Este modelo padronizado pela ISO, fornece definições e uma estrutura formal para descrever conceitos implícitos e explícitos e relacionamentos usados no patrimônio cultural, um framework semântico extensível destinado a criação de uma linguagem comum para especialistas de domínio. Achei a proposta muito interessante para intercâmbio de informações entre aparelhos culturais como museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações. Para quem tem interesse, acesse estas apresentações sobre este modelo de referência,
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